quarta-feira, 21 de abril de 2010

Se faz bem, vamos lá.


Não consigo mais escrever. Desconheço o motivo, mas toda vez que eu tenho uma idéia ou vejo algo e penso: "isso daria uma boa história", eu pego papel e lápis e nada sai. Até nesse blog, que eu pensei que seria fácil de escrever, eu travo. Porque eu disse pra mim que tinha fome de vida real, e aqui, onde eu resolvi me livrar das minhas crônicas e contos fictícios, aqui, onde eu saciaria a minha fome, eu não consigo escrever.
No entanto essa necessidade me atravessa e há tempos eu queria dizer alguma coisa aqui, só não sabia o que. Gostaria que fosse algo importante, que fizesse as pessoas pensarem, que tivesse um mínimo de intensidade. Porém tudo parecia repetitivo e comum demais. Ainda assim, eu precisava da minha via de escape, portanto, cá estou, falando sobre nada. Por que não escrever sobre não conseguir escrever, não é mesmo?
É bom lembrar também que minhas palavras fluem com mais facilidade quando eu estou triste, e eu tenho estado feliz nos últimos dias. Na verdade, eu não sei se isso realmente tem alguma relação com o meu atual "problema" e, caso tenha, aí sim eu estarei com um problema. Ando feliz e ao mesmo tempo tão confusa. O que não é necessariamente ruim, embora minhas confusões sempre me atrapalhem na hora de escrever. O problema é que eu penso demais. Preciso parar com isso e simplesmente deixar a vida acontecer. Já disse Caio Fernando Abreu: "A gente tem o vício (eu, pelo menos) de matar a alegria com mil análises críticas que geralmente não tem nada a ver." Somos dois.
E agora, depois de não ter dito nada de muito útil pra ninguém, eu vou me despedindo desse texto. No fundo, essas palavras me ajudaram a me resolver um pouco, como sempre. Acho que isso bastou.

Nada como escrever.

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