sexta-feira, 23 de abril de 2010

Enquanto você não vem.


Você faz um imensa falta pra mim.
Todas as suas cores, os seus sorrisos e os seus olhares.
Deixa vir a poesia e a essência, deixa acontecer a intensidade, e então surgirá Thaís.
Tenho saudades dos seus abraços. Tenho saudades das nossas conversas onde a vida parecia maravilhosa, e também naquelas onde ela parecia cruel. Você me ensinou muita coisa, obrigada.
E tantas vezes eu quis escrever, tantas vezes eu quis te contar o que acontece comigo! Mas a frieza da tela do computador nunca deixou.
Então vou me alimentando de fotos, do pedacinho de vídeo que eu tenho da sua despedida, das palavras e dos sentimentos que um dia você despejou em um fotolog. E claro, das minhas lembranças. E por mais que você esteja longe, minha querida Thaís, meu coração sabe que a estrela mais bonita vai estar sempre brilhando no céu. E nem que eu seja obrigada a esvaziar a minha mala, seu lugar dentro dela estará para sempre guardado.

É um grito, quase um mito, uma prova de amor.
É você, Thaís.

Eu te amo muito.


quarta-feira, 21 de abril de 2010

Se faz bem, vamos lá.


Não consigo mais escrever. Desconheço o motivo, mas toda vez que eu tenho uma idéia ou vejo algo e penso: "isso daria uma boa história", eu pego papel e lápis e nada sai. Até nesse blog, que eu pensei que seria fácil de escrever, eu travo. Porque eu disse pra mim que tinha fome de vida real, e aqui, onde eu resolvi me livrar das minhas crônicas e contos fictícios, aqui, onde eu saciaria a minha fome, eu não consigo escrever.
No entanto essa necessidade me atravessa e há tempos eu queria dizer alguma coisa aqui, só não sabia o que. Gostaria que fosse algo importante, que fizesse as pessoas pensarem, que tivesse um mínimo de intensidade. Porém tudo parecia repetitivo e comum demais. Ainda assim, eu precisava da minha via de escape, portanto, cá estou, falando sobre nada. Por que não escrever sobre não conseguir escrever, não é mesmo?
É bom lembrar também que minhas palavras fluem com mais facilidade quando eu estou triste, e eu tenho estado feliz nos últimos dias. Na verdade, eu não sei se isso realmente tem alguma relação com o meu atual "problema" e, caso tenha, aí sim eu estarei com um problema. Ando feliz e ao mesmo tempo tão confusa. O que não é necessariamente ruim, embora minhas confusões sempre me atrapalhem na hora de escrever. O problema é que eu penso demais. Preciso parar com isso e simplesmente deixar a vida acontecer. Já disse Caio Fernando Abreu: "A gente tem o vício (eu, pelo menos) de matar a alegria com mil análises críticas que geralmente não tem nada a ver." Somos dois.
E agora, depois de não ter dito nada de muito útil pra ninguém, eu vou me despedindo desse texto. No fundo, essas palavras me ajudaram a me resolver um pouco, como sempre. Acho que isso bastou.

Nada como escrever.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Começo do fim.

Mal começou o ano letivo e eu já estou reclamando da quantidade de provas, da cantina, das matérias. Mas agora eu parei pra pensar que esse é o último ano que eu vou ter a chance de reclamar das provas, da cantina e das matérias. Mal começou o meu terceiro ano de ensino médio/técnico no Liceu, e um mundo de responsabilidades, deveres e pressões já caiu nos meus ombros e nos de muita gente. É o ano da expectativa, de estudar muito, de fazer o máximo pra passar no vestibular, de decidir quem eu quero ser amanhã e de conseguir estágio na área de eventos culturais e promocionais. É o ano de tomar muitas decisões difíceis e de ficar cansada. É como se estivéssemos vivendo um ano pensando no próximo. E é nesse ano que a vida escolar acaba.

Vai ser difícil me separar de tanta gente importante. Eu sei que vou encontrar muito mais pessoas importantes na minha vida, mas quem gosta de despedidas? A vida pós-escola que nos espera é imprevisível. Mas é como eu aprendi certa vez, que nem tudo que a gente quer cabe dentro da nossa mala.

Vai acabar, e vão restar apenas boas lembranças. E eu sei que toda vez que eu passar pela estação Tirdentes do metrô, ou mesmo pela Av. Tiradentes, eu vou me lembrar do Liceu. E toda vez que eu pensar em fonte, eu vou me lembrar do Liceu. E quando eu ouvir falar de Madame Bovary, de Crime e Castigo ou de Machado de Assis, eu vou me lembrar. Quando eu ouvir falar de Hannah Montana, quando eu pensar em teatro, quando eu olhar as estrelas, quando for pra São Bernardo, quando ouvir Cachorro Grande, quando encontrar qualquer coisa dourada em qualquer vitrine, quando escutar O Teatro Mágico. Quando conhecer um gestor ou um produtor de eventos ou um produtor multimídia. Quando olhar pro céu e ele estiver azul, quando sentar em baixo de uma árvore, quando pensar em stress, quando ouvir a palavra "pracinha", quando pensar em Bananas de Pijamas. Quando assistir a qualquer adaptação de "O Avarento" ou quando escutar a música Michelle, dos Beatles. Quando eu topar com pessoas de alargadores nas ruas. Quando ver pessoas girando habilidosamente canetas nos dedos e gente com cabelo colorido. Quando pensar em amigos de verdade. Quando ouvir falar de um grêmio ou atlética em alguma escola. Quando pensar em gente íntegra e que sabe o que quer, e quando pensar em gente não muito íntegra também. Quando eu ver passar na rua qualquer menina com um brinco de pena. Quando eu conhecer alguém que mora em Embu das Artes. Quando eu ler Clarice Lispector, Lygia Fagundes Telles ou Caio Fernando de Abreu. Quando encontrar bons atores e bons cantores. Quando pensar em amor, vou me lembrar do Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo.

E se existe um lugar capaz de mudar vidas, esse lugar é o Liceu, o lugar que me fez crescer. O lugar que me marcou e que marcou muitas outras pessoas que passaram por lá durante três anos (ou menos) de suas vidas. Um lugar cheio de história e cheio de gente rara e querida pa mim, desde meus amigos, até professores e inspetores. E quando eu pensar em sorriso, eu vou me lembrar do Liceu e do quanto ele me fez bem, me fez feliz. Mesmo com seus problemas, eu sei que valeu a pena. E já que esse é o último ano, que seja bem vivido.

Para que ainda haja muitas coisas das quais eu possa me recordar.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Nada é tão bom ou tão ruim quanto parece

Porque se antes parecia péssimo, depois pareceu melhor, e agora já não é tão bom. Porque a vida é assim mesmo, instável, às vezes perfeita e às vezes horrível. Simplesmente foge do controle de qualquer um de nós. Não adianta (preciso aprender isso de vez) esperar que as coisas aconteçam como nós queremos. A expectativa, grande parceira da imaginação, nos engana, no faz ir além dos limites, e quando percebemos isso, levamos um tombo. E pronto! Lá vou eu me machucar de novo! Vou começar a tomar umas doses de realidade. Parar de imaginar tanto, de esperar tanto; deixar acontecer o que tiver que acontecer e pronto. Aceitar, viver e lutar, sem tirar os pés do chão.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Dilema


Todo mundo tem um sonho. Grande ou pequeno, todos sonham em ser algo, fazer algo, ter algo. Parece uma coisa natural das pessoas. Mas essa história de sonho pode se tornar complicada. Digo, como escolher seguir um sonho que pode, por exemplo, mudar todo o rumo da sua vida? Alguns sonhos são menos complexos, como fazer uma viagem ou comprar uma casa. Mas existem sonhos que possuem um nível de seriedade tão alto que dá até medo de seguí-los.
Além disso, por trás dos sonhos existem escolhas. Como saber se escolher seguir um sonho é realmente a coisa certa a se fazer com a própria vida? É difícil saber. Também é difícil saber se um sonho vai durar para sempre ou se é apenas uma vontade que um dia vai passar.

Durante os últimos dias, tenho estado prestes a desistir daquilo que classifico como o meu sonho. Principal motivo da minha desistência? Medo. Medo de fazer a escolha errada, de não dar certo, de não conseguir, de me frustrar. A frustração é um dos piores sentimentos que podem nos atingir, e depois que nos frustramos uma vez, é preciso ter muita coragem para seguirmos em frente.


Sei que estou sendo covarde ao me posicionar dessa maneira. Sim, eu tenho medo! Mas eu não sou a única, eu sei que não, todo mundo sente medo um dia. Eu preciso encontrar coragem dentro de mim mesma e, sinceramente, eu acho que eu posso conseguir. Mas aí surge outro problema: será que estarei mesmo fazendo a coisa certa? Eu só tenho 16 anos! É muito pesado pra mim tomar certas decisões. E nem que eu tivesse uns 35, grandes decisões sempre são difícieis de ser tomadas. O grande problema é que nosso futuro é uma coisa incontrolável que, quando pensamos que o conhecemos, nos surpreende com acontecimentos que nunca ousaríamos imaginar. As coisas nunca estão sob nosso controle. Porém isso não quer dizer que ficar parado faz as coisas acontecerem do mesmo jeito. Temos que lutar para alcançarmos nossos sonhos, mas o fato é que nunca sabemos realmente o que vai acontecer.

Sinceramente, eu não sei que decisão tomar. Eu confesso que não estou pronta. Não, não vou desistir do meu sonho ainda. O que me resta fazer é viver um dia de cada vez, sem pensar muito no futuro (pra não ficar muito assustada), ir seguindo minha intuição e, principalmente, seguir a minha paixão. Somos felizes apenas quando fazemos o que amamos, certo? Bem, por enquanto o que me faz feliz é o meu sonho, portanto eu vou continuar a seguí-lo. E se ele tiver que mudar um dia, que mude. Eu é que não vou deixar a minha vida passar sem emoção enquanto esse dia não chega.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Para Inaugurar: TeenBroadway


O primeiro assunto do meu blog vai ser esse mesmo. Preciso fazer alguns comentários sobre a tarde do dia 31 de janeiro de 2010.

Bom... tanto quem assistiu quanto quem fez sabe que apresentação não foi lá aquela maravilha. A começar pelos problemas técnicos: diversos microfones não funcionaram. Além disso, estávamos todos mal preparados e, apesar de termos poucas coreografias, grande parte das pessoas errou e muito. Além disso, erramos letras, notas e compassos. Talvez precisássemos de mais ensaios, talvez precisássemos de mais dedicação nos poucos ensaios que tivemos, eu não sei.

Agora, poucas pessoas sabem o esforço que eu fiz pra conseguir entrar nesse teen em janeiro, tanto que só entrei na segunda semana. E como eu já tinha perdido uma semana de curso, eu fiz o máximo que eu pude pra aprender tudo e fazer tudo certo. É, digamos que eu tenha quase conseguido. Só que ontem eu saí daquele teatro tão frustrada que me veio uma questão na cabeça:


Será que valeu mesmo a pena?


E aí eu fui pensando nas pessoas que eu conheci nesse Teen. Fui pensando, refletindo, e logo encontrei a minha resposta.


Sim, valeu a pena.


Valeu a pena porque eu conheci pessoas maravilhosas que realmente se tornaram especiais e importantes pra mim. Valeu a pena porque eu tive duas semanas de aula de canto com o Adriano, que é muito bom e que eu adorei. Valeu a pena porque eu tive espaço e incentivo pra fazer o que eu gosto. E se não deu certo dessa vez, que pena, se tudo na minha vida desse certo não seria uma vida de verdade. Além disso, minha vó adorou a apresentação, e outras pessoas gostaram também.

Portanto, nada de ficar me lamentando.

E para o pessoal que fez esse teen comigo eu digo: obrigada. Sem vocês as coisas provavelmente estariam piores.