sábado, 2 de abril de 2011

Moral da história:


Não adianta muito querer ser plural. Pode soar lindo, mas só será assim enquanto as partes que te constituem estiverem por perto. E, acredite, a vida trata de mandá-las para longe.







(e a conta da saudade, quem é que paga?)

quarta-feira, 2 de março de 2011

já que eu não posso te levar, quero que você me leve.


Estou numa busca faminta por auto definição. A pergunta é: quem eu sou? Não ter essa resposta está me afetando demais. Tento me lembrar de quem eu era e comparar com O QUE eu sou agora e vejo um conflito. Mudei, evoluí naturalmente para o que achava melhor (achava?) e agora parece que me perdi, porque não sei bem como isso aconteceu - minha memória e raciocínio sempre me traem - e também não sei voltar. Nem quero de fato. Quero apenas saber onde estou e para qual galáxia foram as coisas boas que faziam parte de mim. Essas eu quero de volta.
Me olho através do espelho e o reflexo que vejo é alegre demais e triste demais, confunde euforia com felicidade facilmente e se machuca com os próprios ressentimentos que tem do mundo e de si. Mas o outro lado, o lado que olha, não corresponde a todos os movimentos - e também não se desliga totalmente porque essência é essência. Do lado que olha há neblina e incerteza somados a uma busca incessante por algo ainda desconhecido. Me explica como pode faltar alguma coisa que nunca esteve aqui? Ou será que esteve? Quero passado e futuro ao mesmo tempo, quero tudo embrulhado em papel de presente.
Se alguém souber o fim desse labirinto, venha a mim por favor, sem mapas e sem dicas, só venha me contar o que se encontra na saída. Temo que a inocência esteja dando lugar à amargura mesclada com o vazio. Não quero isso, quero ter algo pelo que lutar, acreditar numa mudança pra melhor, acreditar que de um jeito mágico tudo fica pleno.
Talvez eu não tenha sido nada mesmo. Vou tentar decidir o que quero ser e começar minhas reformas internas. Se há pessoas que conseguem, não importa o medo, tenho cá as minhas chances.

Deixa o sol entrar.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Reticências

O que atrapalha e incomoda ainda mais é que transformar sentimentos em palavras os modifica, muitas vezes os diminui e os faz perder o sentido. Digo, as palavras passam a não ter sentido, porque o sentimento continua vivo e asfixiante. Pior: vivo, asfixiante e interno, incompreendido. Como me fazer entender, se falando nem eu mesma me entendo?

Transcender e depois transbordar, é isso que eu quero.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

É incrível o fato de eu sempre ter algo pra dizer aqui. É incrível como isso sempre se apaga assim que eu escrevo a primeira palavra.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Acabou. Ficou na memória.

O sentimento permanece, mas aos poucos vai diminuindo para se tornar apenas saudade. Uma saudade incurável, que sabe que o tempo não volta e que lembrar de maneira nenhuma poderia ter o mesmo efeito de viver.
Mas um outro sentimento que permanece nesse coração que bate forte é a certeza. A certeza de que tudo o que aconteceu, aconteceu do melhor modo possível. Minhas lembranças são de descoberta, de conquista, de crescimento, de amizade, de felicidade. Sempre fui da concepção de que até os fatos ruins são indispensáveis pra qualquer amadurecimento, e hoje defendo ainda mais essa ideia.

Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, o nome da minha sengunda casa nos últimos três anos. O lugar onde eu finalmente me tornei alguém de verdade. O lugar que me mostrou o mundo. Sempre tive a certeza de que o que mais gosto lá são as pessoas. Pessoas de todos os lugares, com todos os tipos de história, que de repente foram jogadas numa mesma escola. Tantos e tantos pensamentos diferentes submetidos a um mesmo modo de vida. Os alunos do Liceu têm diversidade, têm uma força que eles mal conhecem, uma atitude que deles parte tão naturalmente e que praticamente não existe em nenhuma outra instituição de ensino. Isso me fascinou assim que me atingiu. Então me veio uma pessoa muito sábia repetir palavras de uma outra pessoa também muito sábia, para que eu pudesse concluir tudo o que já pensava: "na minha escola não tem personagem, na minha escola tem gente de verdade".

Outra de minhas certezas é que nunca me esquecerei dessas palavras.

Foi a melhor fase que já vivi até hoje. Fico muito triste por ter acabado e muito feliz por ter sido tão bom. Que a vida trabalhe duro daqui em diante, pois superar o que foram os últimos 3 anos não será tarefa fácil.

Boa sorte a todos nós.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Enquanto você não vem.


Você faz um imensa falta pra mim.
Todas as suas cores, os seus sorrisos e os seus olhares.
Deixa vir a poesia e a essência, deixa acontecer a intensidade, e então surgirá Thaís.
Tenho saudades dos seus abraços. Tenho saudades das nossas conversas onde a vida parecia maravilhosa, e também naquelas onde ela parecia cruel. Você me ensinou muita coisa, obrigada.
E tantas vezes eu quis escrever, tantas vezes eu quis te contar o que acontece comigo! Mas a frieza da tela do computador nunca deixou.
Então vou me alimentando de fotos, do pedacinho de vídeo que eu tenho da sua despedida, das palavras e dos sentimentos que um dia você despejou em um fotolog. E claro, das minhas lembranças. E por mais que você esteja longe, minha querida Thaís, meu coração sabe que a estrela mais bonita vai estar sempre brilhando no céu. E nem que eu seja obrigada a esvaziar a minha mala, seu lugar dentro dela estará para sempre guardado.

É um grito, quase um mito, uma prova de amor.
É você, Thaís.

Eu te amo muito.


quarta-feira, 21 de abril de 2010

Se faz bem, vamos lá.


Não consigo mais escrever. Desconheço o motivo, mas toda vez que eu tenho uma idéia ou vejo algo e penso: "isso daria uma boa história", eu pego papel e lápis e nada sai. Até nesse blog, que eu pensei que seria fácil de escrever, eu travo. Porque eu disse pra mim que tinha fome de vida real, e aqui, onde eu resolvi me livrar das minhas crônicas e contos fictícios, aqui, onde eu saciaria a minha fome, eu não consigo escrever.
No entanto essa necessidade me atravessa e há tempos eu queria dizer alguma coisa aqui, só não sabia o que. Gostaria que fosse algo importante, que fizesse as pessoas pensarem, que tivesse um mínimo de intensidade. Porém tudo parecia repetitivo e comum demais. Ainda assim, eu precisava da minha via de escape, portanto, cá estou, falando sobre nada. Por que não escrever sobre não conseguir escrever, não é mesmo?
É bom lembrar também que minhas palavras fluem com mais facilidade quando eu estou triste, e eu tenho estado feliz nos últimos dias. Na verdade, eu não sei se isso realmente tem alguma relação com o meu atual "problema" e, caso tenha, aí sim eu estarei com um problema. Ando feliz e ao mesmo tempo tão confusa. O que não é necessariamente ruim, embora minhas confusões sempre me atrapalhem na hora de escrever. O problema é que eu penso demais. Preciso parar com isso e simplesmente deixar a vida acontecer. Já disse Caio Fernando Abreu: "A gente tem o vício (eu, pelo menos) de matar a alegria com mil análises críticas que geralmente não tem nada a ver." Somos dois.
E agora, depois de não ter dito nada de muito útil pra ninguém, eu vou me despedindo desse texto. No fundo, essas palavras me ajudaram a me resolver um pouco, como sempre. Acho que isso bastou.

Nada como escrever.