
Estou numa busca faminta por auto definição. A pergunta é: quem eu sou? Não ter essa resposta está me afetando demais. Tento me lembrar de quem eu era e comparar com O QUE eu sou agora e vejo um conflito. Mudei, evoluí naturalmente para o que achava melhor (achava?) e agora parece que me perdi, porque não sei bem como isso aconteceu - minha memória e raciocínio sempre me traem - e também não sei voltar. Nem quero de fato. Quero apenas saber onde estou e para qual galáxia foram as coisas boas que faziam parte de mim. Essas eu quero de volta.
Me olho através do espelho e o reflexo que vejo é alegre demais e triste demais, confunde euforia com felicidade facilmente e se machuca com os próprios ressentimentos que tem do mundo e de si. Mas o outro lado, o lado que olha, não corresponde a todos os movimentos - e também não se desliga totalmente porque essência é essência. Do lado que olha há neblina e incerteza somados a uma busca incessante por algo ainda desconhecido. Me explica como pode faltar alguma coisa que nunca esteve aqui? Ou será que esteve? Quero passado e futuro ao mesmo tempo, quero tudo embrulhado em papel de presente.
Se alguém souber o fim desse labirinto, venha a mim por favor, sem mapas e sem dicas, só venha me contar o que se encontra na saída. Temo que a inocência esteja dando lugar à amargura mesclada com o vazio. Não quero isso, quero ter algo pelo que lutar, acreditar numa mudança pra melhor, acreditar que de um jeito mágico tudo fica pleno.
Talvez eu não tenha sido nada mesmo. Vou tentar decidir o que quero ser e começar minhas reformas internas. Se há pessoas que conseguem, não importa o medo, tenho cá as minhas chances.
Deixa o sol entrar.